cartas d'almor

As nossas cartas almor vivificam-nos neste espaço onde estamos eternamente juntos.

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Nome: cartasdalmor
Localização: Mozambique

Quem confia no poder do amor...

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

cada sms parece bala

Então você diz que me quer perdidamente? Você queria antes dizer que perdidou-se perdidamente no silêncio perdidor.
O que tu, Manuelita, tem andado a manuelitar? Fazendo tramóias de me perder? Me traindo com seus nocturnos e húmidos desejos? Embarcando em caminhos dúbios meia-noitais e me colocando em seus bolsos afectivos esquecidos?
Cada vez mais lhe descubro seu autismo, você sabia? Você é uma caixa da qual saem ordens apenas, pesadas como rochas. Tu já viu aquela casa dura que as tartarugas levam nas costas? Você é uma caixa de tartaruga, dura até mais não poder. Caixa de tartaruga nunca tem janelas, sabia?
Você é dadora de ordens, tu é somente ordenadora, mesma coisa capitão de quartel. Jamais participadora. Basta ver como tu smsessa: cada sms parece bala, canhão, ogiva, só tem um sentido, sempre destruidor. E quando eu smsesso, você não responde, emigrou para seu eterno autismo.
Um dia lhe vou sovar seu autismo comandeiro, vai ver.
Sou em Juvenal, desconseguido de entrar em sua casa de tartaruga. Lhe beijo chupadoramente mesmo assim. Snif snif snif!
Juvenal

domingo, 23 de Novembro de 2008

Redobradamente, beijo-te


Almor, passou-se tanto tempo depois que te escrevi a última carta. Saiba Juvenal, meu silêncio não significa desalmor, pelo contrário, quando em silêncio é porque sorvo cada linha que já trocamos. Cada deliciosa palavra que cuidadosamente escolhes para exprimires teu profundo querer é como melodia suave para os meus ouvidos. Juvenal, nestes dias tenho cada vez mais a certeza de que és a única pessoa que me tira do sério. Entre gritos e chupões vivemo-nos amorosamente e nunca duvides que te quero perdidamente. Por mim almor, era agora, hoje, neste minuto que te dava todo meu ser. Mas, não me respondes as sms e fico doida. Busco-te por todas as linhas e nada de ti. Mas, enfim, vim deixar-te esta calorosa cartinha para uma vez mais dizer o quanto és importante para mim. Aguardo-te bem mais escaldada que ontem. Beijo-te redobradamente meu Rei.

Manuelita

quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

ser montanhas

Então você Manuelita entrou no rio do amor e pirueta teus encantos de fogo para porem meu coração em galope por suas belas partes macias? Então tu me lança labaredas e me deixa assim, desagasalhado, nu diante das coisas molhadas? Agora você semeia minha alma de coisas lindas e quentes parece mesmo milho doce espigado?
Hoje, lá na calma street, eu fiquei como ficam os carapaus sem água: aflitos. Aflitos sim, porque toda aquele povo me deixou em minha vestida compostura. E minha vestida compostura nada podia fazer senão ficar ainda mais compostada ante aquela blusa, sua blusa, ela mesmo e ao mesmo tempo escondendo aquelas lindas e pequenas massalas que bem conheço.
Tu é fósforo que pega combustão em minhas avenidas sanguíneas. E que converte minha alma num rio doce e calmo, rio apaziguado.
Mas o problema é que logo que tu sai, esse rio fica tumultuoso de saudade, como se saudade fosse você sempre de dentro de mim, espinho para sempre, aguilhão que não mais sai.
Eu Manuelita lhe desejo como as planícies desejam, ser montanhas.
Sempre seu na tumultuação, sou eu.
Juvenal

sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Renasço


Almor, o prometido é dívida. Esta prometi e aqui ta trago. Sabes meu homem, parece que perdi o jeito para escrever. Não tenho sabido encontrar palavras certas para mostrar-te o quanto t'almo. Também sinto que isso deve-se ao facto de muitas coisas querer dizer-te. Muitas coisas quero fazer contigo, porém as margens deste rio tornam-se cada vez mais distantes. Mesmo assim, renasço quando te leio. Acho que isso foi propositadamente feito para atormentar-nos. Juvenal, li em algum sítio que Deus escreve certo em linhas tortas, neste momento busco ardentemente a equação que nos possa amenizar tantao querer. Parece que temos que multiplicar os cruzamentos, dividir a distância, somar encontros ardentes, subtrair o quer nos afasta. Acredito que encontremos, basta querermos de verdade, encontraremos a fórmula que arduamente anseiamos. Achas tu isso possível? Estás disposto a enfrentar todas as montanhas que se nos colocam face a frente para almarmo-nos sem medida? Almor, as vezes parece que eu te quero mais do que tu a mim. Será por te querer em demasia? Achas que sinto isso sem motivo? Ou devo maneirar o meu querer? No Natal passado eu queria ter feito amor contigo, de forma selvagem, mas senti que te reservas. Sei que almas são raras e que o meu corpo assemelha-se ao de muitas, mas Juvenal, eu começo a pirar sem ti nos meus braços. Desculpa ter ultrapassado aquela fronteira que te havia falado, tive que fazê-lo, a horta tende a crescer e por vezes tenho que ajudar os parentes a culimar. Perdoa-me que isso não voltará a acontecer.
Hoje não me pudeste ver, mais uma vez, sofro por isso. Queria-te muito mais perto de mim. Prometes que me darás mais atenção? A cada dia mais te quero e acredito que ainda nos almaremos a moda Ziqo...melhor...deixo-me conduzir pelas fantasias que criares. Almote!

Tua Manuelita

quinta-feira, 31 de Julho de 2008

recolado

Você Manuelita chega agora de onde chegou sem não me ter avisado de sua inconstância viajadora e me jura amor recordando a enseadação beijocal.
Eu me tinha ido e agora tu me traz de novo para junto da sua alma como se eu fosse folha que você quer colar de novo na árvore da vida.
Está bem, Manuelita, aceito ser folha de novo colada em sua alma.
Sou seu Juvenal recolado, filho dos reencontros, água do rio que tu criou.
Juvenal

domingo, 27 de Julho de 2008

Eu juro-te almor sempre


Meu Juvenal, nada do que escreves que contrarie tua promessa primeira "ouvirei". Juras dalmor fizemo-nos, assim quero, tua sinto-me. Almo-te mais que a mim, quero-te tanto meu bem que nem idéia fazes. Prometo-te uma carta, em breve.

Com o selo daquele breve beijo que me deste...guardei-o juntinho. Amei estar-te na enseada.

Tua Manuelita

domingo, 29 de Junho de 2008

Se foi

Manuelita, este seu Juvenal agora ex-Juvenal ficou muito tempo te esperando aqui, ficou mesmo. E depois Manuelita, fiquei sabendo primeiro que você ia só até Gaza. Mas, afinal, você foi a outras províncias.

Acabou tudo. Juro que não voltarei aqui mais. Nem a você.

Boa sorte em seu mundo ugaugado.

Se foi.

Juvenal

sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Sou seu cavaleiro desrespostado

Então Manuelita vc me tem aqui de novo para polir sua alma e deixar sementes em sua memória arredia e empenhada por estradas que Juvenal desconhece.
Então primeiro vamos lá saber de sua saúde. Como voce está saudamente? Os deuses lhe têm tratado bem?
De meu lado os diabos têem cobrado suas facturas odiosas fazendo-me ficar milénios esperando que Manuelita de antigamente responda em sua mágica máquina. Não responde quase sempre, vc decide quando e se quer responder. Tu gosta de garupar o destino, vc gosta de decidir que são os outros que devem obedecer ao seu mando. Vc não coabita, tu ordena. A gente termina quando começa o látego mandão de Manuelita.
E que mais vc tem feito em sua vida tumultuosa? Tu esqueceu das coisas doces de ugaugação? Vc agora já não fermenta coisa doce de almor como lanho? Ficou seca, folha seca de couve? Tu já não planta sorriso nos sonhos? Mirrou sua alma, secou sua beijação?
Onde foi parar Manuelita? Desmanuelitazou?
Aqui me fico por hoje acotovelado nas perguntas.
Sou eu seu cavaleiro desrespostado.
Juvenal

domingo, 6 de Abril de 2008

As 40 cartas


Almor, trocamos 40 provas d'almor. Nossa caminhada vai pr'além de números contáveis. Esta noite disse pra mim, não durmas sem almá-lo. Cá tou Juvenal, assumidamente almando-te. Quando disseste não abandones o filho, pensei de mim pra mim, ele tem saudades.
Almor, tu consomes todo almor que há em mim, aliás, é almor mesmo por ti e pra ti. Sabes naquela street, só não ousei atacar-te, quando escadeados estavamos, porque olhos aos milhões estavam postos em nós. Mas foi lindo e ímpar aquele momento. Olhava-te tão docemente que até a jarrada de mensagens loucas que me estás a entulhar no cell ficam arrefecidas. Desconfiado tornas-te e alimentas pensamentos estranhos, quando lá no fundo, bem sabes que estou caída por ti. Juvenal, vamos docemente viver-nos.
Prisioneira de ti estou e acredites ou não, quero ser aquela que filhotes doces coloca em segurança no melhor lugar que temos, nosso imaginário habitat, onde só nós estamos autorizados a fazer almor.
Vem pra cama, quente espero-te.

Manuelita

sábado, 29 de Março de 2008

Fui

Como não tenho resposta smsada (coisa que tu me habituou), aqui fica assim: fui, total e especial na condição de homo.
Juvenal